domingo, 22 de maio de 2016

A Primeira Beatitude - Arthur W. Pink




Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Mateus 5:3.


É deveras abençoador observar como este sermão começa. Cristo não começa pronunciando maldições sobre os ímpios, mas pronunciando bênçãos sobre o Seu povo. Quão semelhante a Ele é este sermão, para Quem o julgamento é uma obra estranha (Isaías 28:21,22; conforme João 1:17). Porém, quão estranha é a próxima palavra: “bem-aventurados” ou “felizes” são os pobres – os pobres de espírito. Quem anteriormente tinha considerado-lhes como os bem-aventurados da terra? E quem, excetuando os cristãos, faz isso hoje? E como estas palavras de abertura demonstram a chave de todo ensino subseqüente de Cristo! — não é o que o homem faz mas o que ele é , que é mais importante.
Bem-aventurados os pobres de espírito. O que é pobreza de espírito? É o oposto daquela disposição soberba, auto-afirmativa e auto-suficiente que o mundo tanto admira e louva. É o exato reverso daquela atitude independente e desafiante que recusa se curvar diante de Deus, que determina enfrentar as coisas, e que diz com Faraó: Quem é o Senhor, para que eu obedeça a Sua voz? Êxodo 5:2. Ser pobre de espírito é perceber que eu não tenho nada, não sou nada, não posso fazer nada e que tenho necessidade de todas as coisas. A pobreza de espírito é evidente numa pessoa que é trazida ao pó diante de Deus, para reconhecer seu completo desamparo. É a primeira evidência experiencial de uma obra da graça divina dentro da alma, e corresponde ao despertar inicial do pródigo no país distante, quando ele começou a passar necessidades.Lucas 15:14.


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